Thursday, August 23, 2012

Liverpool e... Acaboooouuuu!!!

Este post é para falar sobre duas coisas: Liverpool e o fim do mestrado. Aguentem aí!

No fim de semana passado eu e Fábio fomos para Liverpool. Ele queria assistir ao show de aniversário de 50 anos da primeira vez que os Beatles (com a formação dos 4 garotos que conhecemos) tocaram no The Cavern. Quanto a mim, eu queria mesmo era conhecer a cidade que já tinham me falado ser linda. E é mesmo! Uma cidade bonita, cheia de ingleses simpáticos (e com um sotaque muito engraçado), onde se pode tomar uma pint por £1,69 (claro que no The Cavern não, hehe).

Fizemos um passeio muito legal no qual fomos levados a lugares que foram cantados nas músicas dos Beatles (Penny Lane, Strawberry Fields, etc) e até nas casas onde eles viveram. Nosso guia era muito bem humorado. Ele ia nos contando as histórias dos lugares por onde passávamos e as músicas relacionadas iam tocando. Eu nem sou fanática pelos Beatles e amei, então para quem é fã da banda, a cidade é uma paraíso! O show no The Cavern foi ótimo, lá dentro é incrível. Estar no lugar onde os Beatles costumavam tocar foi emocionante. 

O Fábio, que é bem mais musical que eu e gosta muito dos Beatles, ficou fascinado com a cidade. Seguem as fotos para voces sentirem o clima.

Nic Lennon e o Yellow Submarine atrás.
Este é o The Cavern Pub, em frente ao The Cavern Club.
Yes!
Descendo, descendo até chegar no local do show.
The Beatles tocavam naquele palco ali atrás.
Penny Lane is in my ears and in my eyes...
Strawberry Fields forever...
Casa do John
Casa do Paul.
E o show!

Será que eu fui muito irresponsável por viajar no último fim de semana que eu tinha para terminar a dissertação? Acho que sim, mas como tudo estava encaminhado, fui! 

Nestes últimos dias quase não trabalhei, fiquei muito por conta da dissertação. Precisava entregar até hoje, e entreguei. Acabooooouuuu!!! 

O mestrado se foi. Agora é esperar pelo resultado. Aprendi muito, mas, honestamente, não me sinto mestre em nada

Os estudos foram pesados (outra lingua, outras áreas, outros métodos de ensino...). E preciso dizer aqui publicamente: só não foi mais difícil por causa do Fábio. Ele me ajudou MUITO durante todo o processo. Ele leu TUDO o que eu escrevi, TODOS os meus trabalhos, desde o primeiro. Eu pedia, pois queria opinião, queria que uma segunda pessoa verificasse o inglês, etc. Ele ficava acordado comigo até muito tarde me ajudando com projetos. Na ocasião de um projeto de vídeo, ele ia para as ruas filmar ao meu lado (aguentando a temperatura de um dígito e o meu mau humor!). Já acordou às 5:00 da manhã comigo para terminar um trabalho que ficou processando no computador durante a noite... Quando eu tinha que aprender dois software de uma vez e não tinha tempo, eu me dedicava a um enquanto ele aprendia o outro para poder me ensinar em seguida. Imaginem! Não há espaço aqui para falar das inúmeras vezes que ele me deu uma força.

E durante a dissertação o Fábio leu tudo o que eu escrevia com muito cuidado, dava mil conselhos e dicas. Minha orientadora não esteve presente o tempo todo, então ele praticamente desempenhou este papel. Ele era tão honesto nas críticas que por vezes eu queria matá-lo. :p 

Não sei se conseguiria aguentar o barra deste mestrado sozinha... Passou, ainda bem que passou. Doutorado, nem morta.

Agora vou fazer o que não consegui nas últimas semanas por causa da dissertação: preparativos para as férias!!! Embarcamos sábado. Nos vemos aqui depois da viagem!

Wednesday, August 15, 2012

Happy Birthday!


Hoje o nosso blog faz um ano de vida! E amanhã Nicole e eu faremos um ano em Londres!!!



Happy Birthday, dear Mr Blog!


(Já vou avisando: este post é longo! rs)


Estamos muito felizes com este primeiro ano de vida londrina, principalmente por estarmos conseguindo cumprir todos os nossos planos (e muito bem cumpridos, diga-se de passagem). Quando chegamos aqui, tínhamos como certo apenas o mestrado da Nic, nenhum de nós dois tinha emprego. Meu primeiro emprego veio depois de umas duas semanas já em Londres: eu trabalhei uns 40 dias como garçom num café enquanto procurava algo em engenharia. Quando saímos do Brasil, havíamos largado os nossos confortáveis empregos públicos para encarar outros desafios. Eu vim pra cá pobre de tudo e como não queríamos gastar nada do dinheirinho da poupança da Nic, morávamos e comíamos bem economicamente. E como tudo em Londres era descoberta, optamos por procurar somente as descobertas “extremamente” gratuitas ate ficarmos melhor financeiramente. E foram momentos únicos, divertidos e sobretudo compartilhados migalha a migalha, gargalhada a gargalhada. Hoje eu trabalho aqui como engenheiro e a Nic tem um emprego flexível que nos rende uma boa graninha pra viajar e “pubear”. E o mestrado, no meio de todas as coisas, tem sido muito bem gerenciado por ela. Na semana que vem ela já vai entregar a dissertação, acreditam?



Desde que nos mudamos pra cá, não tivemos uma temporada tao árdua como tem acontecido nesses últimos meses. Não tem sido árduo somente fisicamente, mas sobretudo mentalmente. No meio das nossas viagens e passeios, temos um mestrado a conduzir, varias decisões super importantes a tomar, algumas respostas cruciais pra receber, alguns planejamentos para futuro próximo e outros para um futuro a se perder de vista. No mês passado eu estava tao preocupado com tudo isso que a minha engenharia no trabalho simplesmente não rendia. Ainda bem que essas inquietacoes não atrapalham a gente a aproveitar os passeios e sorte minha que meu chefe é bem legal e paciente.



Agora estou mais tranquilo, mais leve. Nic e eu temos conversado muito sobre todas essas coisas e estou super feliz por minha companheira ser tao lucida. E mais feliz ainda por perceber que nos dois estamos sempre querendo caminhar num mesmo sentido. Este primeiro ano em Londres tem sido muito especial, pois tenho me sentido ainda mais próximo da minha moreninha linda, e tenho percebido o quanto temos evoluído juntos.



A vida tem sido uma correria tremenda. Numa semana tipica, acordo pra trabalhar de segunda a sexta as 6h10 e só chego em casa depois das 19h00. E depois disso a noite simplesmente voa! Ate os fins de semana em Londres são intensos. São intensos porque temos viajado muito e assim, quando estamos em Londres, temos ainda mais gana pra aproveitar a cidade com suas atrações (a cidade sediando os jogos olímpicos estava sensacional, by the way).



Esta vida corrida tem sido uma escolha nossa. E eu estou muito feliz com essa escolha (acredito que Nic também esteja). Poderíamos estar economizando uma boa grana se não quiséssemos abracar o mundo dessa maneira, poderíamos ate ter tempo pra acompanhar uma novela na TV. Mas hoje gastamos o nosso tempo e dinheiro assim, pois hoje  é  assim que queremos. E muito importante: hoje temos energia pra isso.



Em 2012 temos um plano ambicioso de viajar duas vezes por mês (uma viagem dentro do Reino Unido e uma viagem para um pais diferente). Isso consome tempo e dinheiro, mas como falei anteriormente, nossa hora  é  agora.



Neste primeiro ano na Inglaterra já estivemos em outros 10 países:



- Escócia;

- Pais de Gales;

- Franca (em duas deliciosas ocasiões);

- Holanda;

- Dinamarca;

- Bélgica;

- Irlanda;

- Grécia;

- Itália;

- Alemanha.



E dentro do Reino Unido, já visitamos 16 cidades:



- Glasgow;

- Edimburgo;

- Birmingham;

- Cardiff;

- Bristol;

- Stratford-Upon-Avon;

- Oxford.

- Southampton;

- St Albans;

- Eastbourne;

- Exeter;

- St Ives;

- Padstow;

- Penzance;

- Mevagissey;

- Manchester;



Estamos aproveitando muitas coisas, conhecendo muita gente interessante, vivendo muita coisa legal, e tudo isso numa velocidade alucinante. E  é  claro que sinto falta de muita gente e de muita coisa do meu Brasil. Fico agora muito distante da minha família e amigos brasileiros, fico ate um bom tempo sem falar com muitos deles, mas quero que eles entendam que estou bem aqui e que realmente quero muito o bem deles, onde quer que estejamos. Num mundo perfeito eu iria querer, por exemplo, numa quarta-feira encontrar o Rafa e Wellington no acai da Piazza Navona, na quinta-feira eu assistiria a um jogo do Cruzeiro num pub londrino abracado com minha mãe e no domingo eu levaria os novos amigos internacionais pra comer o churrasco do Rafa Sieiro na casa da Dona Rosa lá no Parque São João. Mas como as coisas não acontecem todas como gostaríamos, temos que aproveitar o momento da melhor maneira como ele está.


Durante o passeio em Eastbourne, eu e Nic conversávamos sobre coisas da vida e ao mesmo tempo eu ia fotografando a praia. Num certo momento Nic me perguntou qual era o sentido de eu tirar tantas fotos, já que eu nunca mais iria olhar pra elas. Bem, isso  é  uma quase verdade. Eu raramente olho as fotos novamente. Mas não, ainda. Eu adoro aquelas fotos, elas são recordações de momentos super especiais. Sei que Nicole é uma ótima biblioteconomista e irá guardar aquelas fotos organizadamente. Mas não sinto muita vontade de olhar todas aquelas fotos imediatamente. O momento presente está muito bom e quero mais  é  aproveitar o “agora”. No dia em que eu não tiver nenhuma passagem aérea pra procurar, nenhuma reportagem interessante pra ler, nenhuma entrevista ou Prison Break pra assistir, nenhum e-mail pra responder, nenhuma noite portuguesa pra aproveitar ou qualquer coisa assim pra fazer, pode ser que nossa vida esteja mais tranquila (ou talvez chata) e ai terei um bom motivo pra olhar aquelas fotos e relembrar tantos bons momentos. 


E por falar em momento, do mês passado pra cá nos conhecemos Colonia/Alemanha, fomos para Manchester torcer pela seleção brasileira de futebol contra Belarus nas Olimpíadas (dia 29 de julho), compramos passagens pra Liverpool com ingressos para o show de 50 anos dos Beatles no “The Cavern Club” (próximo fim de semana), aproveitamos a cidade olímpica como turistas, saímos com vários amigos daqui e também fechamos os detalhes com outros amigos de uma super viagem de carro para alguns países europeus a acontecer em duas semanas. E tudo isso se passando enquanto Nicole trabalha no emprego atual, enquanto ela procura estágios e enquanto ela encontra tempo para desenvolver a dissertação. 



Este ano tem sido muito corrido e parte dos nossos planos futuros  é  diminuir um pouco o ritmo das coisas. Mas ainda assim, eu espero que o próximo ano seja tao bom quanto tem sido este agora. Um bom indicativo que isso irá acontecer  é  que, em fevereiro próximo, iremos aproveitar nossos dias de ferias no meu lindo Brasil.



E por falar em Brasil, varias pessoas aqui tem elogiado muito o nosso pais. O Brasil pra mim, agora que estou distante,  é  como nosso irmão: a gente reclama dele, vê todos os defeitos, briga com ele e tal, mas quando alguem se atreve a falar algo de ruim deste irmão, a gente simplesmente não aceita e sai em defesa do brother. Entretanto, eu tenho ouvido muito mais elogios que coisas ruins a respeito da Terra Brasilis. E estes elogios não vem somente pela famosa alegria e beleza da nossa terra, pois as pessoas tem elogiado também o desenvolvimento do Brasil. Uma espanhola que trabalha com a Nic, por exemplo, um dia disse algo assim: “Que sorte a sua de ser brasileira. Você pode voltar para lá e ter emprego!”. Um outro colega polonês certo dia me perguntou: “O que você está fazendo aqui? O Brasil está crescendo e você escolheu vir para cá?”. Mesmo que a gente saiba todos os defeitos do Brasil, isso faz a gente ficar ficar com um baita orgulho da nossa terra, não é? Entretanto, uma coisa que sempre temos que explicar  é  que não viemos pra cá por causa de dinheiro. Viemos para curtir uma experiência diferente de vida. E assim tem sido, uma experiência maravilhosa. E eu fico muito feliz em saber que, se as coisas andarem mal por aqui, se derem errado de alguma maneira, a opção de voltar para o Brasil não seria nem de longe uma opção ruim. Muito pelo contrario, se as coisas derem errado, na verdade continuarão dando certo em Pindorama.



Todavia, uma coisa que muitas pessoas as vezes não levam em consideração nisso tudo  é  que, mais importante que “o quanto se ganha”  é  o “como se gasta o que se ganha”. Aqui em Londres, por exemplo, poucos amigos (talvez nenhum deles) tem carro. Um motivo obvio  é  o transporte coletivo, que  é  excelente. Eu trabalho relativamente longe do meu trabalho, mas nunca tive problemas com atraso ou super lotação de ônibus (acabei de me lembrar do SC01A lotado que eu pegava de manhazinha na Amazonas com Contorno e ate arrepiei). Ainda assim, se eu precisasse de um carro, ele não me custaria um rim para comprar e mante-lo. Na minha visão, carro não é nenhum indicativo de status por aqui (exceto se ele for uma Ferrari, rs). O transito tranquilo aqui também não me deixaria estressado, como acontecia em BH. Desde semana passada eu comecei a ir para o trabalho de ônibus e voltar de bicicleta. São 16km diários de passeio ciclístico e tenho me sentido muito seguro com o caminho, pois mesmo quando acaba a ciclovia, eu tenho o respeito dos motoristas na rua. Uma outra boa coisa de Londres, por exemplo, é  poder sair de casa, mesmo pela madrugada, sem sentir medo de um assalto ou coisa assim. Em resumo, a qualidade de vida  é  algo que deve sempre ser levado em conta neste tal “desenvolvimento” que a gente tanto escuta por aqui em relação ao Brasil. Para atingirmos um desenvolvimento completo, nossa pátria precisa de uma mudança de comportamento geral, a começar por mim e por você. Acredito que Nic e eu voltaremos para o Brasil um dia, mas enquanto não chega este momento, queremos mais  é  aproveitar o que há fora dele também. Espero outros bons aniversários pela frente.



Bem, basicamente  é  isso. Eu disse que o post era grande, não disse? Obrigado por ter lido tudo ate aqui. Vocês todos fazem parte deste aniversário.



Beijos e abraços!!!

Fábio

Tuesday, August 07, 2012

London 2012

Eu não deveria escrever aqui hoje. Deveria me concentrar só na dissertação. Estou na reta final, e pirando só um pouquinho neste fim com medo de dar tudo errado. Só que tenho que contar das olimpídas. Preciso registrar, pois este blog me ajuda a lembrar de tantas coisas quando leio posts antigos... Então seguem várias fotos também, pois elas valem mais que palavras, às vezes.

Há uns dias fui assistir ao Remo pelas Olimpíadas. O Fábio (que não é o meu marido, mas sim o nosso amigo do Brasil que está hospedado na nossa casa que também se chama Fábio) tinha comprado o ingresso, mas acabou achando de última hora outro ingresso no mesmo horário para ver Atletismo. Então ele me deu o do Remo! E lá fui eu na manhã de sexta para Windsor (o Remo não era em Londres) conferir um esporte do qual nem entendo muito. Chegar no local da competição não foi trivial: metrô + trem +  ônibus + caminhada! Porém, era tudo de graça e eu estava no clima para curtir Olimpíadas! Amei a experiência. Havia um atleta brasileiro competindo, mas ele não conseguiu medalha... Adorei, tudo super organizado, todo mundo simpático... Valeu demais.


Chegando em Windsor.
Um tanto de onibus pra gente chegar no Remo! 
Mais a caminhada...
Esquema de seguranca forte para entrar.
Cheguei!
Finally!

Anéis por todo lado.
Na sexta à noite e sábado fomos andar por Londres. Uma delícia ver a cidade enfeitada e cheia de pessoas em clima esportivo. Estou adorando estar aqui neste momento. Colocaram medalhas na Leicester Square, o mascote das Olimpídas está espalhado por todo lugar, os anéis na Tower Bridge estão lindos, o parque olímpico está exuberante e lotado (visto de fora, pois nao entramos lá ainda), o  cable car é bacana... 

E o sábado terminou com direito a festinha na casa de duas amigas ucranianas que nos convidaram para experimentar comida e vodka do país  delas. :)


Medalhas na Leicester Square
E o mascote...
Tower Bridge linda como sempre
Olympic Park
Nosso mais novo cable car
Esqueci o nome do prato ucraniano...
Vodka que nao deixa ressaca.

Eu contaria aqui todos os detalhes de tudo, mas tenho que sair agora para a biblioteca. :/