Wednesday, December 26, 2012

Um pouco de muitas coisas


Este post não é sobre nada especial e nem tampouco possui um objetivo específico. Eu aqui não tenho preocupação com pontuação, nem mesmo com revisão. Cheguei hoje do trabalho com vontade de falar de várias coisas, mas sem compromisso algum. Então aguentem.

Hoje faz dois meses que chegamos a Grenoble. Acho que hoje já podemos dizer que nos estabelecemos nesta atraente cidadezinha francesa, mas foi uma luta até chegarmos aqui com casa bonitinha e aquecida, documentação  e impostos encaminhados, cursos e empregos em andamento, algumas novas amizades e tal.

Desde Londres que nós não recebemos nada, só gastamos.(Mentira! Nicole recebeu salário de férias e eu recebi reembolso do imposto que havia pago pra Tia Beth). Comecei a trabalhar há três semanas, então só mês que vem receberei meu primeiro salário em euros. Estou gostando do novo emprego e já deu pra sentir várias diferenças entre o emprego francês e o inglês. É claro que cada pessoa tem experiências diferentes e deixo claro que falo apenas das minhas, ok? 

Pra começar, agora eu me sinto mais velho. Isso mesmo. Na Babcock eu era o engenheiro mais novo de uma empresa tradicional inglesa e isso me permitia errar mais livremente, agir mais despretensiosamente, afinal eu era "novinho" e tinha muito o que aprender... Agora na ST, dentre os doutorandos do meu setor, eu sou o mais velho. Há até alguns doutores já formados lá que são mais novos que eu. Isso tem me deixado meio pilhado em correr atrás das coisas pra não passar vergonha com ninguém. Besteira, né? Mas tenta colocar isso na cabecinha do Fábio... :) Eu trabalho numa multinacional que possui algumas regalias, por exemplo, em relação às férias. Ainda não está muito claro como tudo funciona, mas parece que neste novo emprego terei 25 dias úteis de férias por ano, mais uns 9 dias devido à compensação da carga horária (na França deve-se cumprir 35h/semana e como eu fiz acordo de trabalhar 40h, há uma compensação). Eu comecei a trabalhar em 04 de dezembro e já no dia 21 de dezembro eu já possuia 2,63 dias de férias. Meu gerente até me perguntou se eu queria gozá-los entre o natal e ano novo, mas eu pedi pra deixar acumular para fevereiro (Brésil!!!). No Reino Unido eu tinha 25 dias úteis no total, sendo que 3 dias eram obrigatórios entre o natal e ano novo.

A Nic tem 2 semanas de folga até começar o próximo módulo do curso de francês. Infelizmente não estamos com grana para viajar (nem eu com tempo, como eu já disse), então temos curtido um inverninho em casa e arredores mesmo. E a casa está uma delícia: agora temos quase todos os móveis e temos também uma cozinha que tem sido palco de grandes obras de arte da Chef Nicole. Acho que temos nos alimentado muito bem desde que chegamos e já nos adaptamos bem ao jeito francês. Investimos em livros de culinária francesa e cada dia tem sido uma aventura gastronômica deliciosa. Aqui não faltam uma boa baguete, um bom vinho e um bom queijo. Aqui não faltam alho, cebola e beleza.

Algumas das nossas comidinhas
Confesso que já sinto falta de viajar, mas provavelmente nosso próximo destino internacional será nosso querido Brasil. Um amigo nosso até viria nos visitar por estes dias, mas infelizmente ele não poderá vir por enquanto. Se ele viesse nós até tentaríamos acompanha-lo por algum canto da Europa nos fins de semana.

Bem, hoje é meu dia de fazer o jantar. Até mais então!

Ah, e um feliz natal para todos os amigos, família e leitores do blog!

Friday, December 21, 2012

E o francês??

Hoje foi meu último dia de aula de francês. A escola fará uma pausa para as festas de fim de ano, e voltarei em janeiro. Estudo no CUEF (Centre Universitaire d'Études Françaises). Antes de chegar a Grenoble, quando estava fazendo pesquisas para escolher um curso, fiquei em dúvida entre este e a Aliança Francesa. Escolhi o CUEF, pois é um curso da Université Stendhal, então eu poderia usufruir das facilidades de se estudar numa universidade: boas bibliotecas, Internet à vontade, restaurante universitário (sim, bandeijão!), etc.

Escolhi fazer o curso intensivo mensal. Isto significa que tenho aulas todos os dias, exatamente 4 horas diárias. É duro, é cansativo, mas eu adoro. Concluí o curso de novembro, o de dezembro e logo começarei o de janeiro. Eu poderia relaxar e aprender a língua aos poucos, mas minha vontade de começar a trabalhar logo é tanta, que não sossego enquanto eu não conseguir falar francês igual gente grande. E sinto que tenho evoluído muito. 

Já contei aqui que logo que cheguei fiz um teste de nivelamento que me colocou numa turma com um nível maior do que o conhecimento que eu tinha. Entrei no nível intermediário, quando acho que estava mais para o básico. A língua francesa é dividida em 6 níveis de proeficiência: A1, A2 (básicos), B1, B2 (intermediários) e C1, C2 (avançados). No CUEF, eles ainda fazem uma divisão mais detalhada, pois um estudante pode ser, por exemplo, B1 mais avançado ou B1 mais básico. No meu primeiro mês, entrei no nível B1.0, e foi bem difícil. O pessoal da classe sabia muito mais que eu. Não pude ter preguiça e estudei bastante por fora para alcançá-los. E alcancei! No fim do mês já me sentia bem melhor em sala de aula, sem o desconforto de achar que não pertencia àquela turma. Passei com boas notas e recebi um certificado de "B1 em curso". 

No mês de dezembro passei para o B1.4. Porém, minha professora achou que eu estava forte e perguntou se eu queria ir para o B1.7. Pensei "vou me sentir peixe fora d'água novamente", mas respondi "claro que sim". :p As aulas foram ótimas, consegui acompanhar super bem, foi tudo tranquilo. Hoje, no último dia de aula, recebi o certificado com minhas notas e lá dizia, "B1 adquirido". Minha professora falou que ano que vem irei para o B2! C'est super!

O B2 ainda é um nível intermediário, e entrarei no comecinho dele, mas o fato de eu ter conseguido chegar até ele me deixou muito feliz. Lembro-me da primeira semana de curso, como eu me sentia péssima nas aulas, como eu não conseguia conversar com ninguém... Chegava em casa e falava com o Fábio desesperada, "nunca vou conseguir ter amigos aqui, eu não consigo conversar com eles", tinha dores de cabeça, sonhava com a língua, e sonhava que eu estava muda, rs. Bizarro. Hoje consigo me expressar! Vou a festas com o pessoal da sala e me socializo, consigo resolver coisas com a proprietária do nosso apartamento, me viro muito bem em qualquer loja, padaria ou supermercado... Claro que não sei tanta coisa, tenho dificuldade de compreensão, vocabulário limitado, erros de conjugação, confusão de tempo verbal, etc. Contudo, o francês deixou de ser um problema e virou um prazer. Minha professora disse que o que me falta agora é maior aproximação com os franceses. E me sugeriu fazer qualquer atividade (curso, esporte, qualquer coisa) que me faça ter maior contato com os franceses, para que eu me force mesmo a entendê-los e a me fazer entender. Hoje meu convívio maior é com o pessoal do curso (todos estrangeiros, claro) e com o Fábio, que sabe bastante francês e me ajuda muito, mas com quem eu só falo português. 

Amo estudar línguas, é algo que realmente me faz muito feliz. E tenho feito o que posso para aprender. Ouço música francesa indo para a aula, atualmente estou lendo O Pequeno Príncipe (um livro com liguagem bem fácil, pois ainda estou descobrindo a língua, hehe), assisto a série Friends que é reprisada na TV com dublagem em francês, etc. O caso de Friends é muito engraçado, não entendo muita coisa, mas acho bom acostumar meu ouvido. E como já conheço as histórias, sei o que se passa. :)

Ainda estou longe de ser fluente, mas é meu objetivo para 2013! 

Ah e muito obrigada aos amigos queridos e família, vocês têm me dado muita força neste processo. Ainda que seja mandando emails ou por Skype... vocês me ajudam indiretamente e me deixam muito feliz! :) 

Para terminar, fotitas da turma do curso e eventos que já aconteceram por lá. Bisous!
Café com a turma do CUEF.
No bar La Bobine
Festa em que cada um tinha que levar um prato do seu país.
Tour por Grenoble
Festa de St. Nicolas no CUEF
Aniversário na residencia universitária

Thursday, December 13, 2012

Fête des Lumières

No último fim de semana fomos à Fête des Lumières em Lyon. Era um desejo antigo do Fábio ir nesta famosa festa das luzes. Então, no sábado, dia 08/12, fomos conferir. 

Como Lyon fica pertinho de Grenoble, fizemos uma day trip mesmo. Fomos com o pessoal do Integre, uma associação focada em estudantes internacionais que fica dentro da Universidade onde estou atualmente estudando francês e que funciona como uma espécie de Diretório Acadêmico (DA) para estudante estrangeiro. O preço deles estava ótimo (claro, preço para estudante, hehe). Saímos de Grenoble pela manhã e chegamos à fria Lyon já pela hora do almoço. Junto com duas colegas do meu curso, eu e Fábio fomos almoçar num lugar gostoso onde pude provar uma carne bastante comum por aqui, "le lapin". Ou... o coelho! Adoro experimentar pratos diferentes e não tenho muitos preconceitos gastronômicos. Aqui na França não me faltam oportunidades de tentar o novo. Então comi o pobre coelhinho com muito gosto. Estava ótimo!
Coelho ao molho de...
A partir daí encontramos outros amigos e começamos nossas andanças pela cidade até que a noite chegasse e o show de luzes começasse. Fizemos um pequeno tour por Lyon com o pessoal do Integre e guiado por uma francesa. Só que a pessoa aqui não tem fotos desta parte, pois nem eu nem Fábio lembramos de carregar a máquina fotográfica no dia anterior. Então achamos melhor poupar bateria para a noite. A cidade estava lotada e em festa mesmo. Havia música nas praças, muitas barraquinhas vendendo comida e bebida em várias ruas e os restaurantes estavam super cheios.
Música na Place Bellecour
E a festa? Bom, a princípio me decepcionei um pouco. Não sabia direito do que se tratava, então achei que iria encontrar uma cidade completamente iluminada, cheia de luzes de Natal, um show! Não foi bem assim. A iluminação natalina de Lyon não é grande coisa. Na minha opinião, as luzes de Natal londrinas da Oxford St, Covent Garden, Carnaby St, etc, deixam Lyon no chinelo. E a cidade estava lotada. LO-TA-DA. Muita gente mesmo, e em alguns lugares era quase impossível se locomover (olhem a foto abaixo). Então pensei: o que este tanto de gente veio fazer aqui??? Eles estão aqui por estas luzes furrecas???
Lotada.
A resposta é não. Quando conseguimos chegar perto da catedral vi o que as pessoas foram fazer lá. Um verdadeiro espetáculo!!! Foi feito um jogo de luzes e música maravilhoso projetado no prédio da catedral. Alguns minutos de uma mistura de pura arte e tecnologia em que eu fiquei de boca aberta. Lindo, lindo, lindo! E é preciso ver com os próprios olhos. A foto abaixo (tirada com a máquina horrível do meu celular) mostra só um pouquinho do que estou falando.
No site oficial há vídeos que mostram bem melhor. Confiram lá. As projeçoes no prédio meio que contam uma história, é fantástico. Elas recomeçam o tempo todo, para que várias pessoas possam ver.

Haviam outros prédios com estes jogos de luzes e música, porém era muito difcil chegar até eles. Tentamos, mas havia muita, muita, muita gente. Quero voltar no próximo ano e já decidi: não vou no fim de semana. A festa acontece durante 4 dias, e claro que sábado é o mais cheio. Como Lyon é aqui pertinho, ano que vem vou durante a semana para ver com mais calma e menos confusão.

Ah, e parece que a origem da festa é religiosa. Em 1643, durante uma peste em Lyon, os conselheiros municipais prometeram fazer um tributo à Virgem Maria se a cidade fosse poupada deste mal. E a festa nasceu ali. Era possível ver várias velas expostas nas janelas dos moradores, e frases de agradecimento à Maria espalhadas pelas ruas.
Turma reunida.
Mais uma construcao iluminada
Esta festa rendeu muitas dores no fim do dia. Como eu disse, estava muito frio. Alguém me falou que a temperatura variou de -3°C a 1°C durante o dia. E após o almoço, não entramos em lugar nenhum, nem para um café, para nada. Comemos e bebemos nas barraquinhas das ruas. Ficar muitas horas num temperatura tão baixa deixou algumas sequelas em todo o grupo. No fim da noite sentia dores ao mexer as pernas, não conseguia dobrá-las, e uma dor estranha no peito. Muito surreal.

Bom, valeu a pena. ;)

Sunday, December 09, 2012

E o novo trabalho? (versão francesa)

STMicroelectronics em Crolles - Imagens do website www.silicon.fr
Depois de um tempo sem muitas notícias, volto para falar do novo emprego. Terça-feira passada comecei a trabalhar na STMicroelectronics da cidade Crolles, conforme eu já havia comentado por aqui.

Diferentemente do post quase homônimo (aquele do meu emprego de engenheiro na Inglaterra), as primeiras impressões no novo emprego francês foram um tanto quanto surpreendentes. Desta vez eu não tenho uma sala exclusiva pra mim como era na Babcock Wanson, mas isso não vem a ser uma coisa ruim. Ganhei uma mesa em um grande departamento, me providenciaram um PC e telefone sem fio, e trabalho ao lado dos meus gerentes e vários outros coleguinhas legais. A empresa é a maior da Europa em micro/nano eletrônica e a tecnologia é de ponta. No meu emprego em Londres as coisas eram mais à moda antiga.

Nesta primeira semana eu pude sentir mais realisticamente o que vem por aí e agora tenho certeza de que enfrentarei um dos maiores desafios da minha vida. E isto me deixa muito feliz! Por enquanto tenho diversos livros para estudar e já comecei a trabalhar com dois dos principais softwares que utilizarei na minha pesquisa. A maioria da bibliografia técnica está em inglês, mas alguns livros, especialmente os de física quântica, estão em língua francesa. 

Alguns dos livros que utilizarei.

Como eu já havia dito antes também, eu sou agora empregado da STMicroelectronics, mas também estarei ligado à escola doutoral do INP para o desenvolvimento da tese. A maior parte do meu tempo será pesquisando diretamente na empresa e a outra parte do tempo gastarei nos laboratórios do INP. No meu contrato da ST está escrito que sou um engenheiro de modelagem. Por enquanto tenho chegado na empresa as 9h da manhã e estou saindo as 19h. Não sei ainda como as coisas funcionam em relação a horário e data, mas creio que no próximo mês trabalharei mais tranquilamente. 

O nome preliminar da minha tese seria em português algo como: "Modelagem computacional avançada para predição de correntes em novos dispositivos CMOS". Na verdade o título original está em francês, mas provavelmente desenvolverei a tese em ligua inglesa (sim, em inglês). Embora a empresa esteja na França, a língua oficial da empresa é o inglês e é neste idioma que o meu gerente/tutor tem conversado comigo. A questão da língua é uma coisa interessante porque os meus coleguinhas já sabem que eu entendo bem o francês e, como a maioria deles ali são franceses, eles conversam comigo na língua do André-Marie Ampère. E eu até tenho gostado da experiência, pois num dia normal preciso lidar com inglês em livros e gerencia, francês na padaria e com coleguinhas, mas também preciso lidar com o português em casa com a minha gata.

É isso! Este post originalmente tinha o dobro de palavras, mas agora estou tentando ser mais objetivo. Então se você perceber que faltou alguma informação aqui, por favor me avise.

Beijos e abraços!

Monday, December 03, 2012

Chartreuse, Heineken e Bordeaux!

Semana passada fui com o Fábio conhecer um pouco mais sobre a Chartreuse. A verdade é que antes de saber que iria me mudar para Grenoble, sequer conhecia esta bebida. Há pouco tempo descobri que é um licor feito por estas redondezas desde 1740. A bebida tem este nome porque é fabricada pelos monges que vivem no mosteiro localizado nas montanhas de Chartreuse aqui da região (eu já contei aqui que cheguei a ir no mosteiro com a turma do curso de francês). Os monges vivem lá, mas a preparação da bebida é feita numa destilaria na cidade de Voiron.  E foi para lá que fomos semana passada. Queríamos conhecer o lugar onde a bebida é feita e o processo de preparação.   

Chegar lá foi fácil. Pegamos o ônibus Express 1 da Transiere na "gare" de Grenoble e em 30 minutos estávamos em Voiron. A destilaria fica próxima à parada final do ônibus. Ah, e a visita guiada é gratuita! Então só se paga mesmo pela passagem Grenoble-Voiron, cujo bilhete individual não chega a custar 5 euros. Quando chegamos lá, havia mais um casal para a visita. Esperamos 5 minutos e uma francesa super simpática nos levou para conhecer os segredos da misteriosa Chartreuse. O tour é em francês, então se você não compreende nada da lingua é bom ir com alguém que entenda para não perder informações importantes e interessantes. Talvez no site deles haja opção de tour em inglês ou outro idioma se marcar antes...

Infelizmente era proibido tirar fotos dentro da destilaria, a parte mais bacana. Porém, tirei fotos de outras partes da visitas. Pudemos ver, pegar e até provar algumas das ervas presentes no licor (sao usadas em torno de 130 ervas diferentes), conhecemos as embalagens antigas, passamos por várias réplicas que representavam os monges fazendo a bebida, assistimos a um pequeno filme em 3D que contava a história da Chartreuse, etc.
Algumas das "possíveis"130 ervas do licor
Velhas embalagens
A réplica do monge fazendo Chartreuse
Uma das partes mais legais foi conhecer a "cave" onde é feita a maturação do licor. É a maior do mundo! E claro, a degustação de Chartreuse no final. :D Fomos apresentados às variações do licor e escolhemos uma para provar. E ainda ganhamos mini-Chartreuses de brinde!
A cave

Hora de degustar...
A experiência Chartreuse foi ótima e me lembrou duas outras que fizemos este ano durante a viagem com o Flávio e a Nat: cerveja Heineken e vinho Bordeaux. Adoro esses passeios em que podemos saber mais sobre a fabricação dos produtos. 

Em Amsterdã participamos da Heineken Experience. Foi top! Não foi exatamente uma visita guiada. Nós passávamos por diferentes áreas onde cada uma tinha um propósito: história da bebida, embalagens ao longo do tempo, campanhas publicitárias já feitas, apresentações de como é feita a Heineken (apresentações divertidas ao vivo feita por gente divertida), réplicas de tanques de fermentação, equipamentos antigos de fabricação, etc. Tudo era muito interativo, então fizemos uma festa: cantamos, jogamos, gravamos vídeo, brincamos de fazer cerveja e até fizemos nossa própria embalagem de Heineken! E claro que pudemos degustar a bebida! Durante uma das apresentações ganhamos uma cerveja. Eu ganhei duas, pois acertei uma pergunta. :p E ao final, cada tinha direito a duas cervejas numa espécie de bar com muita música rolando, atendentes simpáticos e gente se divertindo. Se você for a Amsterdã, é um curioso e gosta de cerveja, é um bom passeio. Porém, este não é de graça. Esta brincadeira toda nos custou 15 euros (e cada um ainda ganhou um óculos de brinde). Muito bem gastos!
Foto turista. :p
Flávio brincando de fazer cerveja,,,
Fábio descobrindo os segredos da cerveja...
Degustando...
E degustando...
Nossa garrafa personalizada com nosso grito de guerra. :)
No caso de Bordeaux, estávamos passeando de carro por esta região na França. Sabíamos que haviam muitas vinículas por lá e tínhamos o objetivo de comprar vinhos direto do produtor. No fim das contas conseguimos mais que o desejo inicial. Seguimos uma placa de um produtor qualquer que achamos na estrada, fomos entrando numa estradinha estreita e chegamos na vinícola Vignobles Garzaro. Um senhor nos atendeu, perguntamos se poderíamos comprar vinhos produzidos ali. Ele nos vendeu alguns vinhos e depois nos perguntou se queríamos conhecer a propriedade. Claro que sim! Então ele foi nos guiando e explicando tudo sobre a produção de vinhos daquele lugar, que acontece desde 1912. Passamos pelos vinhedos, provamos da uva, entendemos o processo de preparação do vinho, pudemos ver como funciona a máquina que coloca os rótulos e rolhas nas garrafas, etc. O senhor foi muito simpático e solícito. Foi uma experiência fantástica, adorei!

No vinhedo
A uva deliciosa
Parte do processo de produção
Aumentando o conhecimento sobre Bordeaux
Os rótulos nas garrafas...
O resultado final
Se alguém tiver uma dica de outros lugares com este tipo de experiência, me falem que eu quero ir!