Friday, May 16, 2014

Última parada: Babymoon!!


Todo mundo que me conhece um pouquinho sabe que eu amo viajar. E como é paixão do Fábio também, é nisto que nós investimos. Por enquanto nós não juntamos grana para comprar carro, resolvemos não se envolver em parcelas de compra de apartamento, nem qualquer outro bem. Viagem é tão importante para nós que nem festa de casamento a gente teve, pois preferimos gastar dinheiro com a lua de mel. A prioridade, hoje, é viajar, conhecer o diferente, se aventurar por aí. Como já contei aqui, nós largamos tudo no Brasil há quase 3 anos para viver a experiência de se jogar no mundo. Mestrado e doutorado foram os meios para conseguir este fim, mas nunca o principal objetivo. De lá para cá moramos em dois países e estivemos em muitos outros para visitar. Nosso ritmo de viagens era tão intenso na época em que morávamos em Londres (vantagem de se viver numa cidade com 4 aeroportos, e extensa linha de trens e ônibus) que um dia estipulei minha meta: conhecer 30 países em 30 anos. Fui viajando e parei de contar, então no último mês enquanto passava a noite presa na imigração da Turquia e sem nada para fazer, resolvi listar os lugares que havia visitado e percebi que já tinha tinha cumprido a meta. Hoje são 33 países em 29 anos. :D E para ficar mais excitante, 1 deportação de brinde!

E como viajar é preciso, passei aqui hoje para contar da última aventura, nossa Babymoon! Foi nossa última viagem (pelo menos uma grande) antes do nascimento do baby, que chegará em 2 meses e meio (já!!!). Passamos 15 dias fora e minha barriga cresceu bastante neste tempo. Na ida, nenhuma companhia aérea me perguntava sobre a gravidez, na volta todas queriam saber de quantas semanas eu estava. Viajamos exatamente na 28a semana, a última para poder embarcar sem atestado médico. 



Saímos da França direto para Bucareste, pois passaríamos o fim de semana de Páscoa com um casal de amigos romenos queridos: Irina e Mihail. Viagem incrível, amigos-guias sensacionais, e oportunidade única de conhecer uma cidade pelos olhos dos locais, comendo pratos típicos feitos pela mãe da Irina, e conhecendo toda a tradição da Páscoa num país onde a Igreja Ortodoxa predomina. Andamos bastante pela cidade, e nossos amigos nos levaram tanto a pontos turísticos importantes quanto aos aos seu endereços preferidos. E eles conhecem muito da história e cultura romenas, então foi um banho de conhecimento adquirido neste fim de semana. A recepção maravilhosa feita pelo casal contribuiu para que gostássemos bastante da cidade. Até rolou planos de uma futura viagem pelo interior do país, quem sabe? :)





  
De Bucareste voamos para Istambul, nosso primeiro destino na Turquia. Porém, nem tudo saiu como o planejado. Devido a um problema na validade do passaporte do Fábio, não nos deixaram entrar no país. Quer dizer, eu poderia entrar, eles deixaram isto bem claro, mas escolhi não ir. Tentamos de tudo, usamos todos os argumentos possíveis, mas não deu certo, "regras são regras", diziam eles. Regras estas que haviam mudado há uma semana e nos pegou um pouco de surpresa. Então passamos uma noite na área internacional do aeroporto, na salinha de deportados. Não juntos, pois tivemos que ficar em salas separadas: homem para um lado, mulher para o outro. Dividi "cela" com russas e congolesas. Foi importantíssimo saber falar inglês e francês, pois em determinado momento eu era a única que conseguia me comunicar com todas as "detidas" usando um destes idiomas. Na manhã seguinte nos mandaram de volta para Bucareste (a regra geral é voltar para o seu último destino). E a gente nem podia ligar para os nossos amigos romenos, pois neste dia eles partiriam para o interior do país. Em Bucareste, fomos na embaixada fazer outro passaporte para o Fábio e deu tudo certo. No dia seguite voamos de volta para Istambul, passamos pela fronteira sem qualquer problemas e finalmente pisamos em solo turco. A deportação foi uma experiência interessante e merece um post só para ela, pois há muita coisa para falar. Então, logo volto aqui para contar os bastidores deste momento "especial".

Havíamos programado 3 dias em Istambul, mas com esta confusão toda, ficamos apenas 1. Definitivamente não é suficiente, a cidade é grande e cheia de atrações. Porém, é o que tínhamos então aproveitamos cada minuto. É fato que minhas energias estavam no fim quando chegamos lá, pois após o ocorrido estava me sentindo abatida psicologicamente e fisicamente. Portanto, não consegui me apaixonar por Istambul, mas enxergo nela uma cidade com bastante potencial na qual preciso voltar menos desgastada.






De Istambul partimos para a capital: Ancara. Foi um bela surpresa. Não é uma cidade que atrai turistas, mas deveria. Gostei muito de andar por lá, comi muito bem e o clima estava ótimo. Enfim, valeu a pena ter incluído no roteiro.





























Depois de Ancara... praia!!! Este era o objetivo principal da babymoon: pegar praia! A gente queria conhecer a costa turca, que não é destino de muitos brasileiros, mas os europeus costumam ir bastante, principalmente os britânicos. Passamos por Bodrum, Fethyie e Antalya. E destas cidades fomos para Oludeniz - onde o mediterrâneo tem a cor mais linda que já vi -, passeamos de barco por algumas ilhas ali perto, e tomamos muito sol em várias praias. Foi ótimo, relaxante, perfeito para recuperar as energias e se preparar para a chegada do baby.



































No meio disso tudo fomos para Pamukkale. Qureríamos ver de perto a montanha coberta de calcário e moldada pelos sulcos d'água. Passeio lindo.





Comemos muito bem nesta viagem. Eu não esperava menos. Nós morávamos numa região turca em Londres, e foi nesta época que nos apaixonamos pela culinária deste país (que é muito mais que os kebabs). Provei de tudo e até o Ayran (o tradicionalíssimo iogurte com sal) que pode ter um gosto estranho no começo, virou bebida diária para mim.

Foi difícil entrar, mas foi bom insistir. A Turquia merece uma visita. ;)



1 comment:

  1. QUE ISSO MUITO BACANA FABIO E NICOLE. ISSO E VIVER TODAS AS EXPERIENCIAS QUE A VIDA PODE NOS PROPORCIONAR. CURTI DE MAIS FÃ NÚMERO 1 DO CASAL
    TEM HISTORIA PRA CONTAR.

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