Thursday, December 31, 2015

Feliz ano novo!

O ano está acabando! Tanta coisa aconteceu em 2015, tantas descobertas, metaforfoses, viagens...Foi o ano em que o Dante conheceu neve pela primeira vez!
Neve em Grenoble
Les 2 Alpes

No primeiro semestre viajamos bastante. Em janeiro fomos para Bolonha para um congresso do Fábio.
Bolonha
Em abril fomos para um casamento na África do Sul e aproveitamos para fazer uma road trip por lá. Viagem incrível! Com direito a um stop over em Dubai.
Knysna, África do Sul

África do Sul
Burj Al Arab, Dubai

Em maio fomos para Marselha pro aniversário da amiga Su e pra fazer turismo, claro. E depois fui para o Brasil com o Dante visitar aquele pessoal bonito e levar o pequeno para o estádio ver jogo do Galo. :D
Passeio em Frioul
Galo!
Em junho fomos conhecer a rota das lavandas na Provença e também Gorges du Verdon. Menção honrosa para uma day trip pro Lac du Crozet aqui perto de Grenoble. Não chega a ser uma viagem, mas foi um trekking incrível que chegava a um lago lindo.

Lavandas em Valensole
Gosges du Verdon
Trekking para o lago.
Julho foi um mês super movimentado. Fizemos uma grande viagem para as ilhas de Córsega e Sardenha. E depois fomos a Berlim, um sonho antigo...

Ilha Maddalena, Sardenha
Rondinara, Córsega

Berlim
E ainda teve aniversário de 1 ano do Dante!!!

Aniversário no parque
No segundo semestre não teve muita viagem... Para o Fábio era impossível viajar por causa da tese. Ficamos mais quietinhos em Grenoble. A única viagem que fiz foi com minha família que veio do Brasil. Fomos para Paris, Veneza e Amsterdã e nos divertimos muito com essa galera super especial!

Família Serapião na Europa

Dante gostou de Paris.
O segundo semestre foi mais para curtir Grenoble, nossos amigos daqui, e aproveitar esta cidade linda. Nem vou colocar foto de nenhum encontro com amigos, pois foram tantos que não dá para selecionar só alguns. Desde um café com uma amiga, passando happy hour no pub, noite de cervejas especiais na casa de amigos, churrascos no parque, ou noitadas entre amigas. Dá para se divertir aqui. :) Outra menção especial pro marido que encontrou um tempinho para pilotar um avião este ano! :D
Apertem os cintos.
Ficamos por aqui no Natal e fizemos uma ceia para esta pequena família de 3. Nós gostamos muito e vimos como uma oportunidade de começar nossas próprias tradições. :) Como estamos na França, teve muita tradição francesa de Natal: fois gras, champanhe, bûche de noël...
Fois gras com geleia de figo e pão de especiarias.
Dante se acabando de comer buche de noel.
Foi um ano bom pra gente. A França tem sido muito legal conosco. O ano de 2016 ainda é totalmente incerto. O Fábio está terminando a tese e vai defender no início do ano que vem. Conseguimos visto para ficar aqui (depois faremos um post especial pra explicar como), mas não sabemos bem ao certo como vai rolar, pois não basta visto, precisamos de emprego!

Desde que eu e Fábio nos casamos, nunca paramos, a gente está sempre pensando na próxima mudança. Outro dia conversamos no quanto estamos sempre em movimento. A gente adora esta sensação de eterna busca (pelo quê?? Isto vale um post reflexão depois), mas nos traz muitas incertezas. Por enquanto, queremos ficar na França por motivos pessoais que um dia eu vou contar aqui. Mas ainda queremos morar em outros países deste mundão, então bora arregaçar as mangas e ver como podemos fazer isto.

Um feliz ano novo para vocês! E coloquem entre as metas fazer algo para melhorar o mundo. ;)

Thursday, December 24, 2015

Deportados na Turquia


Não se preocupem, estamos na França, passamos bem, esta história de deportação é antiga, hehe. Ano passado, quando estava grávida do Dante, fizemos uma viagem "babymoon" para Turquia. Quando escrevi aqui sobre esta viagem, comentei que fomos deportados, mas não expliquei direito e falei que faria um post sobre isso depois. Nunca fiz! E vivo falando para mim mesma: preciso fazer este post... Até que há umas semanas umas amigas me perguntaram várias coisas a respeito, então resolvi finalmente colocar aqui. E também quero deixar esta aventura registrada neste blog, então voilà!

Uns 15 dias antes da nossa viagem para Turquia, o Fábio foi conferir o passaporte dele e descobriu que ao entrarmos no país, ele teria apenas um mês de validade. Ficaríamos apenas 2 semanas de férias lá, mas a gente sabe que é bom ter um passaporte válido por mais tempo. Como naquela época a gente não estava fazendo viagens para fora do espaço Schengen (uma convenção entre alguns países europeus que têm as fronteiras abertas e livre circulação de pessoas), nem estávamos nos inquietando muito com a validade do passaporte. Mas a Turquia não está no espaço, então, ficamos meio preocupados em viajar com um passaporte válido por tão pouco tempo. Decidimos pesquisar as regras de passaporte para entrar na Turquia. Fomos nos sites do ministério de Relações Exteriores turco e na Embaixada da Turquia no Brasil. Em ambos estava escrito que para brasileiros não era necessário visto (já sabíamos) e o passaporte deveria estar apenas válido. Ok! E encontramos relatos parecidos em blogs com casos positivos. Ok! 
Primeiro fomos para Bucareste, na Romênia, passar o feriado de Páscoa com um casal de amigos romenos e de lá pegaríamos o voo para Istambul. Passamos um feriado maravilhoso e em seguida pegamos um voo para a Turquia. Ao passar pelo guichê de imigração, o cara olhou meu passaporte, carimbou, olhou o do Fábio e falou, "vocês poderiam esperar aqui do lado, por favor?". Pronto, tremi. Esperamos alguns minutos, depois veio um outro cara, nos chamou para uma sala reservada e falou: "Senhor, seu passaporte deveria estar válido por no mínimo 6 meses, você não pode entrar, sorry". Tentamos argumentar, falamos das regras que havíamos lido (e imprimido) nos sites oficiais e ele falou que as regras tinham mudado uma semana antes da viagem(!). Perguntamos se poderíamos tentar falar com a embaixada do Brasil, eles falaram que sim (com os nossos telefones, claro). O funcionário da embaixada que nos atendeu não ajudou em nada. Uma hora ele falou que mandaria um outro funcionário no aeroporto para pegar os documentos do Fábio e fazer um novo passaporte. Mas quando falamos que estávamos no Sabiha Gokçen (aeroporto mais longe) e não no Ataturk (o aeroporto internacional, onde ele pensou que estávamos) ele desconversou, falou que não dava, e bla bla bla. 

Esta ligação não aconteceu numa sala privada. Enquanto falávamos chegavam e saíam várias pessoas que não poderiam entrar no país também. Alta rotatividade naquela sala. E a gente meio que ia ouvindo algumas histórias. Uma das pessoas que não entrou devido ao mesmo motivo do Fábio foi um alemão. Só que pagando uma multa, ele conseguiu entrar. mesmo assim ele ficou bravo e falou, "então, o que vocês querem é dinheiro?". Pagou e entrou. Com uma família suiça foi a mesma coisa. Aí tive que perguntar, "por que a gente não pode simplesmente pagar esta multa também??". Porque não, sorry. É, minha gente, passaporte europeu, nessa situação, é melhor que passaporte brasileiro, sorry.

Depois de mais de uma hora naquela sala, o funcionário se virou para mim e falou: "Seu passaporte está ok, pode entrar se quiser. Você vai entrar ou ficar  com seu marido?". Respondi, "Olha, a gente vai sair do país antes do passaporte dele vencer, temos aqui as passagens de volta, pode ver, não faz sentido a gente não entrar, bla, bla, bla, etc...". E ele respondeu curto e grosso, com cara de bravo e falando alto, "Você vai entrar ou vai ficar?". E o que eu poderia responder, gente?! Já era quase meia noite, eu nem sabia como chegar no nosso hotel naquele horário, nunca tinha estado naquele país, um lugar que podia ser completamente hostil com as mulheres... "Vou ficar", respondi.

Então, fomos conduzidos cada um para uma sala enquanto esperávamos um voo que nos levaria de volta à Bucareste, pois eles te mandam para o lugar de onde você veio por último e pela mesma companhia aérea. Eu fui para a sala das mulheres e Fábio para a dos homens. Na minha sala havia mais umas seis mulheres, cinco da Rússia e uma da Congo. Era uma prisão, pois ficamos trancadas lá dentro, mas era confortável, tinha sofá-cama, banheiro e televisão. Nenhuma das minhas companheiras de "cela" falava muito inglês, às vezes a guarda chegava lá e falava algo e elas  ficavam se olhando com cara de dúvida. Então, passei a "traduzir" o que a guarda falava. Ela chegava, falava em inglês e eu explicava para as meninas em inglês também, mas falando bem devagar, fazendo mímica e mostrando objetos se precisasse. E com a garota do Congo eu traduzia para o francês. A guarda percebeu e depois de um tempo passou a não se dirigir mais a todas. Ela me chamava, passava informação e eu repassava. 
Salinha de deportação do aeroporto Sabiha Gokcen
Passei a noite lá, pois só tinha voo para Bucareste na manhã seguinte. Fui muito bem tratada. Como estava visivelmente grávida, toda hora me perguntavam se eu queria água e me deixavam falar com o Fábio. Nos encontramos por 2 vezes naquela noite, sempre com a presença de guardas e por no máximo 5 minutos. 

E quanto às refeiçõess??? McDonalds. Estávamos naquele país de culinária fantástica e nos deram McDonalds... :( Tive que comer aquele lixo estando grávida ainda por cima. Desculpem-me amantes do McDonalds, mas, eca! Só consegui comer o pão e a batata, a carne não consegui nem olhar. Para minha sorte eu tinha um bolo tradicional  romeno de Páscoa na minha bolsa. Na verdade, o Fábio que tinha e passou para mim em um dos nossos encontros. A mãe dos nossos amigos tinha embrulhado pra gente levar na viagem (fofa!). Era um pedação que eu comi e ainda dei para minhas colegas de cela.
E nem refrigerante eu tomo... :P
Tirei umas sonecas e pela manhã foram nos chamar para avisar que iríamos embarcar. Um segurança do aeroporto nos escoltou até o avião. Até dentro do avião para ser mais exata. E voamos de volta para Bucareste. Lá fomos direto para o consulado brasileiro fazer outro passaporte pro Fábio. O funcionário foi super solícito e rápido, e em duas horas estava tudo pronto. Compramos novas passagens para Istambul para o dia seguinte. Pelo site do Booking, arrumamos um hotel facilmente e passamos a noite em Bucareste. No dia seguinte embarcamos novamente para a Turquia, passamos pela imigração sem problemas e depois foi só felicidade naquele país lindo!

Entramos! Chegamos! Aproveitamos!
Claro que não foi legal termos sido deportados, mas foi uma experiência nova e eu adoro experiências novas, hehe. Obviamente, a forma como aconteceu foi tranquila, nada de ruim aconteceu com a gente, fomos tratados bem, então não dá para reclamar. O ruim mesmo foi ter perdido 2 dias dos 3 que tínhamos programado em Istambul...

Lembrem-se, passaporte com validade de 6 meses é mais garantido! ;)

Wednesday, November 18, 2015

Creche na França: como funciona com o Dante


Já falei aqui que o Dante frequenta uma creche. Foram uns 6 meses de espera até conseguir esta vaga permanente. Ainda quando estava grávida, fui numa palestra no Pôle Accueil Petite Enfance, o serviço municipal que cuida destas questões. E lá fui informada sobre as diferentes opções que eu tinha de lugares para deixar meu filho caso quisesse trabalhar. As opções eram para crianças de até 3 anos, pois depois disso elas vão para escola, e é bem mais fácil, pois toda criança tem direito à vaga. Meu interesse era pela creche municipal que tinha uma ótima fama por aqui. Os profissionais são bons, as creches bem estruturadas, eles propõem várias atividades interessantes, etc, Porém, é a mais difícil de conseguir vaga. Nosso tempo de espera na fila por 6 meses foi até considerado curto...

Enquanto esperávamos pela vaga regular, conseguimos o que eles chamam de "guarda ocasional". O Dante ia para a creche (uma outra, não a que ele vai hoje) duas tardes por semana. Achei legal, pois foi um começo para ele ir se acostumando ao esquema. Quando conseguimos a creche atual em tempo integral, começamos o processo de adaptação do Dante. Fizemos um contrato em que ele ficaria de 9h às 17h diariamente. Entao, foram 6 dias  para ele se ambientar:

Dia 1: Ficou de 9h30 às 10h30 na creche comigo. Neste tempo ele ficou brincando e conhecendo o lugar enquanto eu conversava com a "professora" dele que me fez várias perguntas sobre a rotina dele, como dormia, o que comia, o que falava, seus hábitos, etc, e ia anotando tudo.

Dia 2: Ficou na creche novamente de 9h30 às 10h30, mas desta vez sem mim. O único dia que a mãe/pai está perto é no primeiro. Deixei o pequeno lá, fui tomar um café e voltei uma hora depois.

Dia 3: Ficou na creche de 9h30 às 11h30. Neste dia almoçou lá pela primeira vez.

Dia 4: Ficou de 9h00 às 12h00.

Dia 5: Ficou de 9h00 às 15h. Neste dia ele fez sua primeira sesta depois do almoço lá. 

Dia 6: Ficou de 9h30 às 17h. Dia completo!

Claro que nem tudo são flores. mesmo com o processo de adaptação feito, nas primeiras 2 semanas na creche ele chorava quando eu o deixava lá. Dava muito aperto no coraçao deixar o Dante lá chorando enquanto eu ia embora... Mas eu sabia que esta reação era normal, e com o tempo passou. Hoje ele já chega andando, sorrindo, dando abraço nos "professores".

Eu falo professores, mas na verdade são profissionais diversos; educadores (como os pedagogos no Brasil, mas acho que a formação aqui específica na primeira infância tem um tempo menor) e puericultores (uma espécie de enfermeiros especializados no desenvolvimento infantil).

O Dante almoça e faz o lanche da tarde lá. Toda semana o cardápio das crainças fica exposto para os pais saberem o que estão comendo e poderem balancear com as refeições feitas em casa. O Dante gosta muito da comida lá, pois sempre que vou buscá-lo ouço um "ele comeu muito bem hoje". E com razão, o menu é sempre bem bacaninha, comida é coisa séria neste país, hehe.
Cardápio da creche

E eles têm umas atividades interessantes por lá. Volta e meia vai um músico tocar para eles, o último foi um flautista. Toda semana uma bibliotecária municipal faz uma seleção de livros e vai contar história para as crianças. Eles fazem atelier de cozinha, pintura, desenho... Sem dúvida é um ambiente bem estimulante.
Desculpem, não está à venda.
Percebo em casa as mudanças que a creche traz no desenvolvimento e autonomia dele. Por exemplo, o Dante gosta de comer sozinho. Eu fico ao lado vigiando, vendo se ele precisa de ajuda, mas hoje quem pega a colher e coloca a comida na boca é ele. Acho que se fosse eu que estivesse cuidando dele o dia todo, eu não teria a iniciativa de dar a colher para ele comer sozinho nesta idade. Porém, a creche trouxe um monte de doencinhas também. Volta e meia é um resfriado, uma gastroenterinte... Outro dia vi no mural da creche um aviso de que algumas crianças estavam com piolho e informando a importância de seguir corretamente o tratamento adequado. E eu que achava que atualmente neo existia mais este negócio de piolho, rsrs. Outra coisa, como agora ele passa o dia na creche ouvindo francês e depois com os pais só português, provavelmente ele vai demorar mais a falar. O fato dele estar convivendo com duas linguas ao mesmo tempo pode retardar o desenvolvimento da linguagem. A pediatra falou que no futuro vai ser ótimo, mas no comecinho é duro para os bebês.


A crecheé municipal, mas não é de graça e não costuma ser baratinha nao... De qualquer forma, o pagamento depende da renda da família e da quantidade de filhos. Eu acho bacana, mas sei que tem gente que não gosta do esquema. Lá a gente tem que bater cartão para marcar a hora da entrada e da saída. E se eu bater antes das 9h ou depois das 17h, pago meia hora a mais. Pontualidade, galera.
Cartões de ponto
Dante gosta de bater o ponto dele.
Eu dei vários detalhes aqui de como foi a adaptação na creche, como as coisas acontecem lá e tal, pois eu queria saber se é muito diferente ou se é igual no Brasil. Não tenho nenhuma informação, pois nunca convivi com pais que tivessem crianças na creche... Eu ia adorar saber como é, me contem! 

Saturday, October 24, 2015

Família Serapião na Europa!


Acabei de chegar de uma viagem incrível com minha família! Minha mãe, duas tias, minha prima e o marido dela vieram passar férias na Europa. Fomos para Paris, Amsterdam, Veneza, e eles ainda foram para Bolonha e Chamonix. Só cidade linda, né?!

Eles desembarcaram em Paris, e eu e Dante fomos encontrá-los por lá. O Fábio não foi, pois está em fim de tese de doutorado e é impossível para ele tirar férias por agora. Foi uma saga chegar até o aeroporto de Orly, onde eu os encontraria. Eu, um mochilão nas costas, o Dante no carrinho, e uma mochila dele pendurada. Nosso trem de Grenoble chegou na Gare de Lyon em Paris, então pegamos o metrô para ir até a praça Denfert Rochereau, e de lá pegamos o transfer para o aeroporto. Detalhe que passei por vários lugares cheios de escadas e sem acessibilidade nenhuma. Felizmente contei com ajuda de pessoas simpáticas que me ajudaram a carregar o carrinho em vários lugares. E o Dante estava com diarréia, o que significa cocô mole de vazar na roupa (3 cocôs vazados só neste trajeto), achar lugar pra trocar o pequeno, e dar a ele o tempo todo uma solução de reidratação recomendada pela pediatra! Não foi fácil, mas a gente conseguiu com sucesso!


 E Paris foi só alegria! Já fui várias vezes à cidade luz, e não sei se um dia vou me cansar de visitá-la. A cidade é inesgotável, linda, agitada, romântica, etc, etc... Minha tia Sandrinha que morria de vontade de conhecer Paris, sonhava com Paris, tudo dela era Paris, Paris, Paris... (hehe) tinha altas expectativas e não se decepcionou. Amou e disse que toda vez que voltar na Europa vai dar uma passada na cidade. Eu concordo, Paris merece. <3


As lindas irmãs.
Sansan de Paris!

Depois pegamos um trem e fomos para Amsterdam. Está aí outra cidade onde dá para voltar várias vezes. Linda de morrer e oferece todo tipo de experiência diferente pro viajante.



Lala e tia Cátia.
Dali pegamos um avião e fomos para Veneza. Foi minha terceira vez na cidade, mas eu sinceramente acho que uma vez em Veneza está bom, hehe. É um lugar lindo, mas no fim das contas é quase sempre a mesma coisa... E olha que desta vez andei de gôndola! Foi bem legal, um passeio gostosinho ali pelos canais, mas na minha humilde opinião (e sei que muita gente discorda), não é algo que "tem que fazer", sabe? É legal, mas não é imperdível. Na verdade, eu acho que em relaçao à viagem, este negócio de "tem que ir" ou "passeio obrigatório" é uma besteira. Cada um viaja do jeito que quiser, que puder e vai aonde desejar, sem neuras.

Gôndola pela primeira vez!

Dante queria muito nadar nos canais de Veneza, rsrs.
De Veneza voltei para Grenoble com minha mãe e Dante, e o resto do grupo foi dar uma passadinha em Bolonha. Depois todos vieram para Grenoble e ainda foram de carro para uma day trip em Chamonix que fica aqui pertinho.
Rafa no Aiguille du Midi
Foi tudo maravilhoso! Amei viajar com eles, e é super legal ver as pessoas descobrindo lugares pelos quais você já passou. São outros olhos, outras experiências, outras opiniões... Por isso, em vez de acreditar na opinião das pessoas sobre qualquer lugar, você tem que ir e ver com seus próprios olhos, pois você pode viver algo totalmente diferente.


Espero que façamos ainda outras viagens juntos, pois esta ficou guardada no meu coração. Foi bem cansativo, pois era eu quem tinha que ler os mapas de metrô, mapas da cidade, dar uma de intérprete, ajudar nos pedidos dos restaurantes, lidar com excesso de mala deles no check-in, etc, e ainda ser mãe de um bebê em fim de diarréia. Já estava previsto e é por isto mesmo que eu fui "contratada" para ir com eles, mas deu para cansar, hehe. E deu para desejar mais também, pois eu amei tudo! Que venham as próximas!


Sunday, September 20, 2015

Festa dupla!


De volta! Praticamente um post por mês neste blog, estou tão preguiçosa... rs

O Fábio falou do primeiro ano do Dante aqui, mas não falou da comemoração! Não foi uma grande festa, como normalmente são as de um ano. Este tipo de festa não faz muito meu estilo, e já estou me preparando psicologicamente para quando o Dante desejar ter algo assim, pois eu não tenho nenhum jeito para ser anfitriã de grandes eventos. Eu ficaria muito feliz se ele desejasse o estilo francês, onde a festa é da criança e para as crianças. Os pais dos convidados as deixam no local da festinha, vão embora e só aparecem na hora marcada para a festa acabar. Não sei onde nosso pequeno garoto vai crescer, então as futuras comemorações são um mistério. :) A do primeiro ano não foi nem brasileira, nem francesa, foi do jeito dos pais "nômades" e num lugar que ele adora. Fizemos um piquenique no parque!

Fomos num parque lindo e florido! Em pleno verão, o dia estava super ensolarado e foi uma delícia! Chamamos alguns amigos queridos e fizemos nós mesmos umas coisinhas para comer. Claro que tinha pão de queijo e bolo de chocolate!  Foi uma tarde gostosa entre amigos. Nosso pequeno se divertiu muito, brincou com o amiguinho Pedro (única criança na festinha, filho de uma super amiga), comeu muito bolo e correu para todo lado! Ele tinha aprendido a andar umas 2 ou 3 semanas antes e logo começou a querer correr, rsrs. 





Além da festa do Dante, teve a minha! Trinta e um anos, aff, já! Mentira, não teve festa, foi entre família mesmo: eu e meus garotos. Comemorei do jeito que mais gosto atualmente, num restaurante de comida tradicional francesa. Fomos num restaurante indicado por um amigo, Le Château des Arènes. Aprovado! Comemos muito bem, e nossa mesa ficava na área externa, no jardim: foi perfeito! Quer dizer, quase, porque ir a um restaurante com um bebê de um ano não é trivial. Mas a gente tirou de letra e nos divertimos. Foi a primeira vez que pedimos um prato só pro Dante. Lá eles tinham o "menu para criança", com um prato principal menor e sobremesa. 


Falando no prato deste pequeno homem, ele agora quer comer sozinho. Outro dia estávamos jantando, e enquanto a gente come, vai dando comida para ele. Só que neste dia ele começou a não querer comer, fazer birra, tentar pegar a colher, e então eu perguntei, "quer comer sozinho? Pega a colher". Ele pegou e só assim continou comendo numa boa. Ele ainda não tem muita coordenação para pegar a colher, colocar comida e levar a boca. Ele tenta, mas a gente acaba ajudando na tarefa ao direcionar a mão dele no movimento certo para que ele consiga encher a colher, e depois ele leva à boca e come. Uma fofura!

Acho que esta independência vem um pouco da creche, onde ele tem ficado regularmente. E ele tem aprendido uma certa autonomia lá. Assim que entrou, na fase de adaptação, custava a dormir na hora da sesta, chorava e alguém tinha que estar com ele. Hoje, ele sabe que é hora de dormir, vai para a caminha numa boa, sem chorar e dorme tranquilo por mais de duas horas. A creche aqui é muito boa e é super difícil arrumar uma vaga, pois é subsidiada pelo governo. Não é de graça, mas funciona num esquema bem justo: quem pode mais, paga mais e quem pode menos, paga menos. Uma criança que passa, por exemplo, oito horas lá, pode pagar 100 euros por mês, enquanto outra que fica exatamente as mesmas horas, pode pagar 400 euros. Estes valores são apenas exemplos, o fato é que a diferença da mensalidade entre as crianças pode ser bem grande. Eu acho ótimo o fato de crianças de diferentes classes sociais estarem juntas compartilhando o mesmo espaço. 


Paro por aqui, mas volto logo, pois tenho que contar sobre meu novo trabalho. Pois, é!!! Voltei a trabalhar!!! Poucas horas por semana, mas já é um começo. :)

Até!